Expectativa a uma semana do julgamento no caso Marisol

Publicado em 18 de abril de 2012 às 23:11

A uma semana para o julgamento que promete colocar Arapongas de novo no noticiário nacional, muitas perguntas estão ressurgindo em torno do assassinato de Marisol Lopes Machado Gouveia. Vai ser grande o trabalho para  defender os gêmeos Fabiano Marchi Vieira de Gouvêa e Fábio Marchi Vieira de Gouvêa, principais suspeitos pela morte de Marisol e de um bebê que ela carregava no ventre. O julgamento está previsto para os próximos dias 26 e 27 . Arapongas Total teve acesso aos autos do Processo 0328730-7, em que os irmãos recorriam ao Tribunal de Justiça alegando nulidade da sentença. Ao final, porém, os integrantes da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná concluíram que, havendo prova da existência do crime e indícios de autoria contra os co-réus Fabiano Marchi Vieira de Gouvêa e Fábio Marchi Vieira de Gouvêa, “é de rigor que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri”.

No corpo do texto, lê-se que “os réus Fabiano Marchi Vieira de Gouvêa e Fábio Marchi Vieira de Gouvêa foram denunciados pela suposta prática dos crimes de homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I) e aborto, sem o consentimento da gestante (art. 125), combinados com os arts. 29 e 70, todos do Código Penal, estando a imputação deduzida na denúncia, aditada às fls. 440/442 (2º vol.), nos seguintes termos, verbis:
“1. No dia 03 de abril de 2004, por volta das 23h e 30 min, no interior da residência situada à Rua Eurilemos, nº 1.335, nesta cidade e comarca, os denunciados FABIANO MARCHI VIEIRA DE GOUVEA e FÁBIO MARCHI VIEIRA GOUVEA, mediante prévio e recíproco consórcio de vontades, puseram em prática o seu projeto criminoso, consistente na execução dolosa da vítima, MARISOL LOPES MACHADO GOUVEIA, movidos por propósito torpe, qual seja, o recebimento de três seguros de vida contratados pela ofendida (em 25.02.2004, junto ao Banco Espírito Santo/Portugal, no valor de cinqüenta mil euros – cf. doc. fls. 149/150; em 27.02.2004, junto à Seguradora Vitória/Portugal, no valor de cinqüenta mil euros e com vigência a partir de 01.03.2004 – cf. doc. fls. 203 e 205; em 15.03.2004, junto ao Clube Vida Bradesco/Banco Bradesco, no valor de trezentos mil reais – cf. doc. fls. 112/113) e nos quais o primeiro denunciado figurava como beneficiário”. É de se perceber, portanto, que a defesa dos irmãos terá grande trabalho pela frente.

A leitura dos autos deixa qualquer um revoltado, devido à morte horrível que teve Marisol. Segundo os documentos, ela foi morta “mediante o emprego de um instrumento pérfuro-cortante (não apreendido)”. O assassino ”desferiu dois golpes, sendo o primeiro aquele que produziu os ferimentos descritos no laudo de necropsia de fl. 194, os quais foram a causa da morte da ofendida ["hemorragia externa aguda, por secção dos vazos do pescoço (esgorjamento)"], bem como um segundo, que foi dado quando a vítima já entrara em óbito, cujas (sic) natureza e sede constam do laudo de exumação de fls. 183 (“Ferida perfuro-inciso, na região escapular esquerda, em forma de botoeira, no sentido vertical, medindo 3,0 cm de extensão por 2,0 cm de profundidade”).

INDIGNAÇÃO

No último dia 9, completou um ano da passeata que levou cerca de 200 pessoas às ruas de Arapongas. O evento, marcado pela indignação e pela revolta de familiares e amigos, lembrou os sete anos da morte de Marisol. Até hoje, já passados oito anos, os acusados pelo crime não foram julgados. “Esse protesto é um clamor por justiça”, contou, à época, Ana Paula Lopes Machado, irmã da vítima. Passado um ano, a dor dos que perderam Marisol continua e a esperança é que o julgamento finalmente faça justiça.

Marissol estava grávida de oito meses, quando foi morta a facadas. O marido, Fabiano, na época com 25 anos, é apontado pela investigação da polícia como o mentor intelectual do crime, que teria sido executado pelo seu irmão gêmeo Fábio. Segundo a denúncia do Ministério Público, o objetivo seria a tentativa de receber o prêmio de aproximadamente R$ 700 mil de três seguros feitos, dois meses antes da morte da jovem.

Os irmãos ficaram três anos presos, conseguiram habeas corpus e ganharam direito a responder o processo em liberdade condicional, porque o julgamento não havia sido marcado. “Foi por excesso de prazo. Não tinham nem formado a culpa deles ainda”, explica no ano passado o advogado dos irmãos Gouvêa, João dos Santos Gomes Filho, de Londrina.

 

Foto

Dona Lairce, mãe de Marisol, segura foto da filha assassinada - foto de Sérgio Rodrigo, publicada no ano passado na Tribuna do Norte


4 respostas

  1. Fábio disse:

    Espero que Arapongas tenha a resposta da justiça sobre esse caso. É só olhar o histório desses dois elementos: brigas, corrida de motocicleta, bebedeira. Nunca tiveram limite. Inclusive deve-se notar que ambos andas livrimente, viajando e trabalhando, como se fossem pessoas de bem no meio de nós! Lugar de animal é enjaulado!

  2. Paulo disse:

    vamos torcer por justiça. pq nesse pais nem sempre ela acontece, mas nesse caso ela precisa ser feita. esses dois vermes tem q pagar. nos cidadaos de bem temos o direito d apontar para esses vermes e dizer: ASSASSINOS…. Justiça Arapongas.

  3. Ana Paula disse:

    A família toda sempre foi uma corja só. Sempre agiam como se não houvesse limite ou justiça para eles. Desta forma, acharam que sempre iriam se safar. Viraram frutinha na cadeia, mulherzinha, mas ainda precisam pagar caro. Tirar vida de duas pessoas por dinheiro é muita covardia. imagina a mulher que ainda vai e me casa com um lixo humano desses, e pior gera novamente um filho! Cuidado, veja bem se não tem um seguro de vida por ai! justiça!

  4. CHUCK MELVIS disse:

    CONCORDO COM O COMENTARIO PAULO

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